Syrian Arab News Agency (SANA)
Syrian Arab News Agency (SANA)

Assad se reúne com russos e diz que ataques do Ocidente foram baseados em 'mentiras'

Em reunião com políticos da Rússia, o líder do regime sírio tratou sobre os ataques de EUA, França e Reino Unido, que o acusam de usar armas químicas na guerra civil

O Estado de S.Paulo

15 Abril 2018 | 11h42

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, afirmou neste domingo, 15, que os ataques aéreos do Ocidente contra seu país foram acompanhados por uma campanha de "mentiras" no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Assad recebeu visita de um grupo de políticos da Rússia e suas declarações foram veiculadas pela imprensa estatal.

O líder sírio e a Rússia negam que tenha havido o uso de armas químicas em um ataque há pouco mais de uma semana a um subúrbio de Damasco, Douma, que era controlado por rebeldes. O suposto uso desse tipo de arma foi o argumento dado por Estados Unidos, Reino Unido e França para atacar com mísseis a Síria, entre sexta e sábado.

Macron conversou com Putin antes do ataque

Assad disse aos visitantes que os três países que realizaram o ataque lançaram uma campanha de "mentiras e desinformação" contra a Síria e a Rússia. Segundo informações da televisão estatal da Siria, Assad estava de "bom humor" e disse que "os ataques podem unificar a Síria". 

Ataque foi ‘agressão bárbara e brutal’, dizem fontes ligadas ao governo sírio

O Conselho de Segurança da ONU está em um impasse sobre como lidar com o conflito sírio, que já dura sete anos, e com o suposto uso de armas químicas. A Rússia é um membro permanente do Conselho de Segurança, com poder de veto, e é também aliada próxima de Assad.

Conflito com rebeldes

As Forças Armadas da Síria lançaram neste domingo ataques aéreos contra rebeldes e atingiram o que, segundo equipes de resgate, eram residências de civis, em uma mostra da capacidade do regime do presidente Bashar al-Assad de travar a luta interna mesmo após um ataque com mísseis contra o país.

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França lançaram um ataque com mísseis no sábado (noite de sexta-feira em Brasília) que destruiu boa parte da capacidade síria de produzir armas químicas, de acordo com o Departamento de Defesa americano. Assad continuou, porém, com suas forças militares convencionais intactas. 

Menos de 36 horas após o ataque ocidental, a guerra civil seguiu como se nada tivesse acontecido. As forças de Assad avançavam em áreas fora do controle do regime, a norte da capital. Os aviões sírios realizaram ao menos 28 ataques nas proximidades de Homs e Hama, inclusive em áreas civis, afirmou o grupo de socorro Capacetes Brancos neste domingo. No sábado, o regime tomou o controle total de Douma, mesma região onde houve supostamente o ataque com armas químicas, que desencadeou no bombardeio retaliatório dos países ocidentais.

Líderes árabes devem se reunir neste domingo na Arábia Saudita e tratar da Síria. Assad não participará, após ser expulso da Liga Árabe em 2011. /Associated Press e Dow Jones Newswires.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.