Assad tentava convencer Obama a mudar de lado

ANÁLISE: Anne Barnard

/ NYT , O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2013 | 02h10

Enquanto os islamistas reforçam a linha de soldados dos rebeldes sírios, o ditador Bashar Assad empreendia até ontem uma enérgica campanha para convencer os EUA de que estão do lado errado da guerra civil.

O regime já não reluta em permitir que repórteres estrangeiros entrem na Síria; exibe os prisioneiros como ferozes extremistas islâmicos e encarregou um empresário sírio-americano de ajudá-los a explorar o temor que os americanos têm da Al-Qaeda.

"Somos parceiros no combate ao terrorismo", disse o primeiro-ministro da Síria, Wael al-Halqi. Omran al-Zoubi, o ministro da Informação, afirmou: "É uma guerra em defesa da civilização, da identidade e da cultura. A Síria é o último país secular do mundo árabe".

Os EUA mantêm sua posição, mas já demonstram mal-estar com a influência dos islamistas radicais no conflito. Em Damasco, autoridades e partidários de Assad dizem-se convencidos de que podem ganhar a guerra e - por mais inverossímil que possa parecer - convencer o Ocidente a aceitar o presidente como o defensor de valores e interesses comuns.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.