Assad toma posse e adverte Estados que 'apoiam o terrorismo'

Presidente vai governar a Síria por mais sete anos e disse que o combate aos rebeldes continuará

O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2014 | 10h37

BEIRUTE - O presidente da Síria, Bashar Assad, tomou posse nesta quarta-feira, 16, para um novo mandato de sete anos, depois de uma vitória eleitoral que evidenciou seu controle do poder passados três anos do início da guerra civil no país. A cerimônia de posse foi exibida pela televisão estatal.

A eleição do presidente, considerada uma farsa por seus oponentes, foi realizada no mês passado em áreas do centro e norte da Síria que permanecem sob controle do governo.

Durante o discurso de posse, Assad advertiu que os Estados que apoiam o "terrorismo" pagarão um preço alto por isso. "Em breve, veremos países árabes, regionais e ocidentais, que apoiam o terrorismo, pagar um preço caro", disse Assad, sem citar nomes dos Estados, embora tenha acusado outras vezes o Catar, a Arábia Saudita e a Turquia.

Assad prometeu que a "luta antiterrorista" continuará. "Renovo meu apelo aos que foram enganados para usar as armas contra o Estado para que se rendam, porque não pararemos a luta contra o terrorismo até que restabeleçamos a segurança em todas as partes do país."

O presidente anunciou que as autoridades iniciarão um diálogo nacional sobre o futuro, no qual não estarão convidados aqueles que "demonstraram não ser patriotas".

"Os sírios venceram de todas as formas o medo e os terroristas com o referendo (constitucional) e as eleições, resistiram sob fogo e fizeram o inimigo fracassar", afirmou Assad sobre a vitória eleitoral. "Olhamos para o futuro com maior confiança. Acreditamos que o futuro será nosso e estará nas mãos dos sírios e de ninguém mais."

Para o presidente, com a votação, os cidadãos defenderam a pátria e rejeitaram a discórdia e a divisão e qualquer forma de terrorismo.

Gaza. Assad comentou em seu discurso o conflito na Faixa de Gaza. "O que acontece na Terra Santa é um plano ocidental para aplicar a supressão e a tirania na região."

O presidente disse que os eventos na Síria e região estão diretamente relacionados com o que acontece em Gaza e criticou a Liga Árabe pelo que considerou colaboração em manter o bloqueio israelense sobre Gaza. /EFE e REUTERS

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