Assalto à casa presidencial deixa nove mortos no Congo

Assaltantes armados atacaram hoje a residência presidencial do Congo, matando pelo menos nove pessoas durante quase uma hora de tiroteio, contou uma testemunha. O presidente, Joseph Kabila, e sua esposa não estavam em casa no momento. Kabila culpou adversários pelo ataque ocorrido antes das eleições marcadas para novembro. "As pessoas que têm medo de me enfrentar nas eleições fizeram isso", afirmou ele, de acordo com um assessor do governo. "Eu estou lidando sabiamente com a situação."

AE, Agência Estado

27 de fevereiro de 2011 | 15h50

O ministro das Comunicações do país, Lambert Mende, apareceu na televisão nacional e disse que o assunto estava sob controle. Segundo ele, alguns criminosos foram mortos ou feridos, enquanto outros foram presos. "Essas pessoas queriam prejudicar fisicamente o presidente, mas o país e todas as suas instituições estão funcionando normalmente", declarou Mende.

Uma testemunha próxima da residência presidencial, que falou sob condição de anonimato por medo de represálias, relatou ter visto os corpos de sete assaltantes e de dois guarda-costas. Embora o leste do Congo seja altamente instável, com grupos rebeldes e milícias, tal violência na capital Kinshasa é mais rara.

Kabila assumiu seu primeiro mandato depois que seu pai, Laurent Kabila, foi assassinado em 2001. Ele foi posteriormente eleito em 2006 nas primeiras eleições democráticas do país e deve concorrer novamente na votação prevista para novembro. As informações são da Associated Press.

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