Karel Prinsloo/Efe
Karel Prinsloo/Efe

Assange aguarda decisão sobre asilo no Equador

Nesta quinta-feira, partidários do fundador do WikiLeaks se reuniram na frente da embaixada

AE, Agência Estado

21 de junho de 2012 | 19h11

LONDRES - Julian Assange passou seu terceiro dia no interior da embaixada do Equador nesta quinta-feira, 21. O vice-ministro de Relações Exteriores do Equador, Marco Albuja, disse à Australian Broadcasting Corporation, na noite de quarta-feira, que o presidente Rafael Correa tomaria a decisão sobre o pedido de asilo do fundador e editor-chefe do site WikiLeaks em 24 horas.

Veja também:

link Assange será preso se sair da embaixada do Equador

link Rafael Correa já tratava Assange como 'perseguido' no começo de 2012

Mas Kristinn Hrafnsson, porta-voz do site fundado por Assange, disse que "pode levar horas ou dias" até que a decisão seja tomada. Falando após uma visita a Assange, nesta quinta-feira, ele disse que o Equador havia pedido informações do Reino Unido, Suécia e dos Estados Unidos e que as estudaria antes de tomar a decisão.

A embaixada equatoriana em Londres confirmou que a decisão deve vir da capital do país, Quito, mas a porta-voz Priscilla Kohn declarou que não estava certo se ela seria anunciada ainda nesta quinta-feira.

Jornalistas e alguns partidários de Assange se reuniram do lado de fora do prédio onde está instalada a embaixada, no bairro de Knightsbridge.

Desde 2010, Assange luta contra a extradição do Reino Unido para a Suécia, onde é procurado por crimes sexuais contra duas mulheres. Ele nega as acusações e afirma que o caso tem motivação política, por causa da divulgação de documentos secretos pelo WikiLeaks.

O soldado Bradley Manning, de 24 anos, norte-americano nascido em Oklahoma, é acusado de ter passado arquivos secretos para o WikiLeaks. Ele está preso e aguarda julgamento.

Per Samuelson, um dos dois advogados suecos de Assange, disser que ele "sente que é perseguido politicamente pelos Estados Unidos" por ter revelado crimes de guerra norte-americanos.

"Ele está convencido de que os Estados Unidos estão preparando acusações" contra ele, afirmou o advogado. "Para ele, o pedido de asilo não é sobre as acusações criminais que ele enfrenta na Suécia, mas ele quer ser protegido dos Estados Unidos."

Partidários dizem que o fundador e editor-chefe do WikiLeaks acredita que se for extraditado para a Suécia vai se tornar um alvo para um pedido norte-americano de extradição por acusações ligadas ao vazamento dos documentos. Muitos especialistas em lei consideram essa ideia como paranoica e fantasiosa.

O pedido de asilo de Assange à embaixada equatoriana pegou muitos de seus partidários - e até mesmo seus advogados - de surpresa. Samuelson disse que não foi informado sobre os planos de Assange até o australiano de 40 anos já ter entrado na representação diplomática.

As informações são da Associated Press

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.