Assange critica empresas por bloquear doações a site

Visa, MasterCard e PayPal são alvos do fundador do WikiLeaks, que volta a depor nesta terça

Agência Estado

14 de dezembro de 2010 | 11h54

SYDNEY - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, atacou nesta terça-feira, 14, as empresas Visa, MasterCard e PayPal por bloquear doações para seu site, em uma declaração dada da prisão e divulgada por uma emissora australiana antes de ele voltar a depor em um tribunal de Londres, onde está preso.

 

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"Nós agora sabemos que Visa, MasterCard e PayPal são instrumentos da política externa dos EUA. Não é algo que sabíamos antes", disse ele em comunicado ao Channel 7. O texto foi repassado pela mãe dele, Christine Assange, à emissora. "Eu estou pedindo ao mundo que proteja meu trabalho e minhas pessoas desses atos ilegais e imorais", disse.

 

Cidadão australiano, Assange disse estar mais determinado do que nunca a publicar documentos secretos em seu site. O WikiLeaks começou a divulgar no mês passado cerca de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais dos EUA. "Minhas convicções são inabaláveis. Eu permaneço fiel aos ideais que eu já expressei", disse Assange, de 39 anos, em breve comunicado.

 

A mãe de Assange viajou para Londres para visitar seu filho, detido após ser acusado de crimes sexuais na Suécia. Ela não conseguiu se encontrar pessoalmente com o filho e apenas pôde falar com ele por telefone por dez minutos. Ele disse que era mantido em confinamento em uma solitária, segundo o Channel 7.

 

Foi a primeira vez que os parentes se falaram desde que Assange se rendeu à polícia britânica, em 7 de dezembro, após a Suécia emitir um mandado de prisão para que ele possa ser interrogado no processo por suposto crime sexual. Christine disse que o filho ficou tocado com as mensagens de apoio recebidas. "Como mãe, eu peço que o mundo todo se una por meu bravo filho", disse ela ao canal. As informações são da Dow Jones.

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