Hannah McKay / Reuters
Hannah McKay / Reuters

Assange é condenado a quase um ano de prisão por violar condicional em Londres

Em 2012, fundador do WikiLeaks se refugiou na embaixada do Equador na capital britânica para não ser extraditado à Suécia

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 08h15

LONDRES - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi condenado nesta quarta-feira, 1.º, a quase um ano de prisão no Reino Unido por ter violado sua liberdade condicional quando, em 2012, refugiou-se na embaixada do Equador em Londres para não ser extraditado à Suécia. O tribunal de Southwark, no sul de Londres, condenou Assange a 50 semanas de reclusão, levando em conta o tempo que já passou na prisão por esse delito passível a uma pena máxima de um ano.

Este é apenas o primeiro capítulo da batalha judicial que espera o australiano. Na quinta-feira, Assange volta a comparecer a uma audiência, mas desta vez dedicada ao pedido de Washington para extraditá-lo aos Estados Unidos, onde é acusado de "ciberpirataria". Nesta quarta, ele chegou ao tribunal de Southwark, em Londres, com a barba feita, em uma van da polícia sob os gritos de "vergonha, Reino Unido" e "vergonha, Equador, que vendeu Assange por dinheiro" de seus partidários.

Em 2012, Assange recebeu asilo na embaixada do Equador para evitar ir aos tribunais britânicos e ser extraditado para a Suécia, onde foi acusado de estupro, num caso posteriormente arquivado. Mas depois de sete anos entre as quatro paredes da embaixada sul-americana, ele foi capturado pela polícia britânica no dia 11 de abril, com a permissão de Quito.

Com aparência envelhecida durante sua prisão, o australiano de 47 anos compareceu ao tribunal de Westminster, em Londres, que o considerou culpado e requisitou a pena máxima neste caso, ou seja, um ano de prisão. Desde então, está detido na prisão de Belmarsh, no sudeste da capital britânica.

Na Suécia, a queixa por agressão sexual foi arquivada por prescrição em 2015, enquanto o país retirou as acusações de um segundo caso em maio de 2017, incapaz de avançar na investigação com Julian Assange refugiado na embaixada. Mas quando sua prisão foi anunciada, a advogada da vítima pediu a reabertura da investigação. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.