Assange não infringiu leis na Austrália, diz governo

Fundador do WikiLeaks havia criticado seu país por persegui-lo após vazamento

Associated Press

17 de dezembro de 2010 | 09h39

SYDNEY - As autoridades da Austrália anunciaram nesta sexta-feira, 17, que, após investigações e exames judiciais, concluiu-se que o site WikiLeaks e seu fundador, Julian Assange, não violaram as leis do país ao publicar documentos diplomáticos sigilosos dos EUA.

 

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A conclusão da Austrália, embora seja uma boa notícia para Assange, que criticou seu país por ser conivente com os EUA, não altera as investigações dos americanos sobre o modo como ele teve acesso aos mais de 250 mil cabos diplomáticos que começaram a ser publicados no fim de novembro.

 

O governo da Austrália havia anunciado em novembro que ordenou à polícia federal uma investigação para determinar se o WikiLeaks ou seu fundador haviam infringido alguma lei nacional ao publicar os documentos americanos. Por essa medida, Assange havia declarado que não retornaria ao país e que estava "decepcionado" com as autoridades.

 

A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, disse que a polícia entregou o resultado das investigações ao governo. "A conclusão é que não houve irregularidades sobre a lei australiana", anunciou. Ainda assim, a premiê condenou a publicação "irresponsável" dos documentos por parte do WikiLeaks.

 

Robert McClelland, secretário de Justiça, disse por meio de comunicado que as informações fornecidas pela polícia não identificaram nenhuma ação criminal nos atos de Assange e que por isso não foi iniciada uma investigação formal contra o fundador do WikiLeaks.

 

Assange está em liberdade condicional em Londres, onde havia sido preso após se entregar às autoridades, que o procuravam por crimes sexuais cometidos na Suécia. O australiano nega as acusações e permaneceu oito dias sob custódia. Ele foi libertado sob pagamento de fiança.

 

Ele enfrenta agora um pedido de extradição das autoridades suecas. Além disso, os americanos estudam se vão processá-lo por espionagem.

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