Assange poderá ser acusado de espionagem pelos EUA, diz advogada

Acusação seria 'inconstitucional'; Departamento de Justiça americano não se pronunciou

Efe

10 de dezembro de 2010 | 15h50

WASHINGTON - Jennifer Robinson, advogada do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse nesta sexta-feira, 10, que o australiano poderá ser acusado de espionagem pelas autoridades americanas.

 

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"Nossa postura é de que não acreditamos que a acusação seja aplicável a Assange, e que em qualquer caso ele tem o direito da proteção oferecido pela Primeira Emenda (da Constituição americana) como editor do WikiLeaks", disse a advogada, referindo-se às garantias de liberdade de imprensa, expressão e religião.

 

Segundo Jennifer, a aplicação da lei de espionagem contra Assange seria "inconstitucional" e colocaria em risco todas as organizações e meios de imprens dos EUA.

 

Atualmente Assange está sob custódia no Reino Unido, onde foi preso após a polícia de Londres receber um mandato de prisão das autoridades suecas, que o acusam de crimes sexuais.

 

O Departamento de Justiça dos EUA não se pronunciou sobre as possíveis acusações contra Assange, embora nesta semana o procurador-geral americano Eric Holder tenha dito que a publicação de documentos secretos dos EUA tivessem colocado o país em risco e que havia autorizado a abertura de uma investigação criminal contra o australiano.

 

Assange é considerado o responsável pelo vazamento dos mais de 250 mil documentos americanos, que começou no dia 28 de novembro e causou constrangimento às autoridades americanas por ter revelado segredos da política externa dos EUA. Washington classificou a ação como irresponsável e como uma ameaça à segurança nacional.

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