Paul Hackett/Reuters
Paul Hackett/Reuters

Assange prevê deixar Embaixada do Equador em um ano

Fundador do WikiLeaks tenta evitar o julgamento por acusações de abuso sexual

Reuters,

31 de agosto de 2012 | 12h09

QUITO - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, acredita que vai aguardar de seis meses a um ano por um acordo para liberá-lo da embaixada do Equador em Londres, e espera que a Suécia desista da acusação de ofensas sexuais contra ele.

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O ex-hacker está abrigado na embaixada há mais de dois meses, tentando evitar ser enviado à Suécia para julgamento por acusações de estupro e abuso sexual - o que provocou uma rixa diplomática entre o governo de Quito e a Grã-Bretanha.

Negociações sobre o destino de Assange foram retomadas esta semana, e o governo do Equador está otimista de que será capaz de fechar um acordo com a Grã-Bretanha para que Assange receba garantias de que não será extraditado da Suécia para os Estados Unidos.

O Equador concedeu-lhe asilo no início deste mês ao dizer que compartilha dos temores do australiano de que pode enfrentar acusações nos Estados Unidos pela publicação de milhares de mensagens diplomáticas secretos dos EUA pelo WikiLeaks em 2010.

 

"Eu acho que a situação irá se resolver pela diplomacia. O governo sueco pode abandonar o caso. Eu acredito que esta é a situação mais provável. Talvez depois uma investigação completa do que aconteceu eles possam abandonar o caso", disse Assange à emissora de TV equatoriana Gama, em comentários dublados em espanhol, transmitida na quinta-feira. "Eu acredito que será resolvido entre seis e 12 meses, esta é a minha estimativa", disse durante a entrevista, que foi gravada no início da semana, dentro da embaixada.

A Grã-Bretanha diz que é obrigada legalmente a extraditar Assange à Suécia e que não irá permitir que Assange deixe a embaixada e viaje para o país da América Sul.

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