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Assange será preso se sair da embaixada do Equador

Polícia britância está pronta para prender fundador do WikiLeaks

AE, Agência Estado

20 de junho de 2012 | 11h18

LONDRES - A polícia britânica está preparada para prender o fundador e editor-chefe do WikiLeaks, Julian Assange, caso ele saia da embaixada do Equador em Londres, mas as autoridades reconhecem que ele está fora de seu alcance enquanto permanecer no interior da representação diplomática. Assange pediu asilo político na embaixada do país sul-americano.

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Segundo a polícia, ele violou os termos de sua fiança, que inclui um toque de recolher noturno, e "pode agora ser preso". Policiais estavam do lado de fora do prédio da representação diplomática, no bairro de Knightsbridge, juntamente com um pequeno grupo de partidários de Assange que seguravam faixas nas quais se lia "Libertem Assange".

As tentativas de contato telefônico com a embaixada nesta quarta-feira não foram atendidas.

O Ministério de Relações Exteriores britânico disse que enquanto Assange se mantiver dentro da embaixada ele está "além do alcance da polícia". "Vamos conversar com as autoridades equatorianas para resolver esta situação o mais rápido possível", disse a polícia em comunicado.

O australiano de 40 anos se refugiou na embaixada, que fica a poucos metros da loja de departamentos Harrods, na terça-feira. Ele pediu asilo político ao país, cujo presidente, Rafael Correa, já havia oferecido palavras de apoio a ele.

O Equador disse que Assange "permanecerá na embaixada, sob a proteção do governo equatoriano" enquanto as autoridades em Quito estudam seu caso.

Assange foi detido em Londres em dezembro de 2010, a pedido da Suécia. Desde então, ele luta contra a extradição para o país escandinavo, onde é procurado por supostos crimes sexuais cometidos contra duas mulheres em 2010.

Ele nega as acusações e diz que o caso contra ele tem motivação política. Assange também afirma que a extradição para a Suécia pode ser o primeiro passo para levá-lo aos Estado Unidos, onde ele diz que foi secretamente indiciado por causa da divulgação, por seu site, de 250 mil documentos secretos do Departamento de Estado. O vazamento dos documentos irritou o governo norte-americano.

As informações são da Associated Press.

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