Justin Tallis / AFP
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Assange teve dois filhos com advogada, diz jornal

Segundo o 'Mail on Sunday', crianças foram concebidas durante o período em que ele esteve na Embaixada do Equador em Londres

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2020 | 22h40

LONDRES - O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, teve dois filhos com uma advogada no período em que esteve refugiado na Embaixada do Equador em Londres, informou o jornal britânico Mail on Sunday.

O australiano, a quem os Estados Unidos querem julgar por espionagem, é pai de dois meninos com Stella Morris, de 37 anos, uma advogada de origem sul-africana, informou o jornal sensacionalista, acrescentando que seu filho mais velho, Gabriel, tem 2 anos, e o outro, Max, 1 ano.

O jornal publicou fotos de Assange com os dois meninos, assim como uma entrevista com Morris, segundo a qual ela se apaixonou pelo fundador do WikiLeaks há cinco anos e eles planejam se casar.

A advogada disse que decidiu revelar a existência das crianças, pois "teme que a vida de Assange estará em perigo se permanecer em Belmarsh", a prisão de segurança máxima em Londres onde está atualmente em razão da pandemia de coronavírus.

A Justiça negou no final de março libertar Assange sob vigilância, alegando que havia "razões para pensar que ele não poderia aparecer nas próximas audiências".

Morris pediu ao governo do Reino Unido que o liberte e a outros prisioneiros enquanto o coronavírus esteja matando nas prisões.

A Justiça britânica suspendeu até 18 de maio a análise do pedido de extradição para os EUA, que pretendem processar Assange pela divulgação, em 2010, de vários documentos confidenciais. 

O australiano, de 47 anos, passou quase sete anos na embaixada equatoriana, situada no bairro nobre londrino de Knightsbridge. Assange entrou na embaixada em 19 de junho de 2012 para escapar de uma extradição para a Suécia, que queria julgá-lo pela acusação de estupro. No entanto, em novembro, a Promotoria da Suécia decidiu arquivar o caso depois que "todos os recursos da investigação foram esgotados sem evidências claras de uma acusação formal". / AFP

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