Kirsty Wigglesworth / AP
Kirsty Wigglesworth / AP

Assange usou embaixada para interferir nas eleições americanas de 2016, diz emissora

Julian Assange teria se reunido na sede diplomática do Equador em Londres com hackers e cidadãos russos e revelado documentos roubados

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2019 | 05h48

WASHINGTON - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, usou a embaixada do Equador em Londres, onde ficou isolado por quase sete anos, como um centro de operações para interferir nas eleições americanas de 2016, vencidas pelo atual presidente, Donald Trump, informou na segunda-feira, 15, a emissora CNN.

Citando relatórios de vigilância, a emissora americana disse que Assange, que permanece sob custódia da Justiça britânica depois que o Equador revogou em abril o asilo concedido em 2012, se reuniu no local com hackers e cidadãos russos e revelou documentos roubados.

Os relatórios, que segundo a CNN foram compilados pela empresa espanhola UC Global Security Consulting e verificados por um oficial da inteligência equatoriana, indicam que o fundador do WikiLeaks tinha acesso a internet de alta velocidade e a telefones.

A CNN fez uma cronologia dos eventos que ocorreram durante a campanha presidencial dos Estados Unidos e cruzou com o relatório do promotor especial Robert Mueller sobre a investigação da chamada conspiração russa.

A versão jornalística menciona documentos divulgados pelo WikiLeaks, e-mails de John Podesta, chefe de campanha da ex-candidata democrata Hillary Clinton, que perdeu as eleições para Trump, e do Comitê Nacional Democrata (DNC), extraídos por hackers.

Em junho, uma porta-voz do Departamento de Justiça afirmou que o governo americano pediu formalmente ao Reino Unido a extradição dos fundador do WikiLeaks.

Assange, de 47 anos e origem australiana, enfrenta em um tribunal federal do Estado de Virgínia acusações de vários crimes de espionagem e publicação de documentos confidenciais, em relação à divulgação em massa organizada por ele em 2010.

O ativista foi preso pela polícia britânica no dia 11 de abril, ao ser retirado da embaixada equatoriana em Londres. / EFE

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