Assassina serial de idosas é presa no México

Uma mulher suspeita de ser a assassina serial que aterroriza a Cidade do México há dois anos foi presa na última quarta-feira após tentar fugir da casa de uma senhora de 82 anos que teria sido estrangulada com um estetoscópio. De acordo com a polícia, ela teria dito que agia com violência porque, quando criança, fora abandonada pela mãe com um homem que a abusava sexualmente.Os dois policiais que prenderam Juana Barraza, de 48 anos, disseram aos repórteres que pensavam que a suspeita era um travesti até o momento da prisão, devido à força da mulher. O comentário enraiveceu a comunidade homossexual.Segundo os promotores do caso, existem evidências suficientes para indiciar Barraza como a famosa "Matadora de Velhinhas", responsável pela morte de 10 mulheres idosas.Barraza, que já trabalhou como lutadora e promotora de lutas, disse aos investigadores que seus atos eram movidos pela raiva que adquiriu quando era criança. Ela admitiu quatro assassinatos, e suas digitais a ligam a de dez outros casos. Relatórios psicológicos indicam que Barraza agiu conscientemente e sabia o que estava fazendo em todos os assassinatos.A polícia acreditava que o assassino fosse um homem vestido como mulher, e passou meses questionando e retirando digitais de travestis.Jaime Montejo, porta-voz da Brigada Callejera, um grupo de advogados que cuida de mulheres, travestis e protitutas, exigiu nesta sexta-feira que o promotor público pedisse desculpas por acusar vários travestis injustamente. Montejo acusou o departamento de polícia de ter um "comportamento homofóbico".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.