Assassinato de jornalistas é comum na região

A ação dos cartéis de narcotráfico converte o norte do México numa terra sem lei, na qual assassinatos de agentes do Estado e jornalistas são comuns. Segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, desde 2006, pelo menos 64 jornalistas foram mortos no país - quase todos na região da fronteira com os EUA. O carro-bomba detonado ontem na sede de Tamaulipas da rede de TV Televisa dá a ideia da violência dos métodos do crime organizado. A morte do agente do Ministério Público que investigava o massacre de 72 estrangeiros em San Fernando, também.

Cenário: Roberto Lameirinhas, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2010 | 00h00

A área em questão é controlada pelo grupo Los Zetas, formado por ex-militares de elite de México, Guatemala, Honduras e El Salvador. O cartel - menos influente do que seus concorrentes, como os cartéis do Golfo e de Juárez - domina o território que abrange o corredor do tráfico de imigrantes ilegais para os EUA e se dispõe a defender esse reduto a qualquer custo. Com isso, como explicou ao Estado o jornalista Óscar Martínez, especializado no tema, garante uma receita suplementar de US$ 25 milhões por ano.

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