"Assassinato de Pearl é indigno", dizem os EUA

Daniel Pearl, o correspondente do Wall Street Journal tomado como refém por extremistas islâmicos, no Paquistão, está morto, confirmou nesta quinta-feira o Departamento de Estado. "Nossa embaixada no Paquistão confirmou ter recebido provas de que o repórter Daniel Pearl, do Wall Street Journal, está morto. Informamos à família do senhor Pearl e expressamos nossas sinceras condolências."O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, não forneceu detalhes das provas. Mesmo assim, dois funcionários norte-americanos disseram que o FBI havia obtido um vídeo que mostrava Pearl sendo assassinado e que estava avaliando a autenticidade da fita. Os funcionários falaram sob condicão de anonimato. O Departamento de Estado condenou o assassinato. "O assassinato do senhor Pearl é indigno, e nós o condenamos. Tanto os Estados Unidos como o Paquistão estão comprometidos a identificar os que cometeram este crime e levá-los perante a Justiça", afirmou Boucher. "Continuaremos a trabalhar junto às autoridades paquistanesas, que fizeram todos os esforços para localizar e libertar o senhor Pearl."Momentos antes, o Wall Street Journal havia anunciado a morte do correspondente. Pearl ia encontrar-se com seus contatos nos grupos extremistas islâmicos quando foi seqüestrado, no dia 23 de janeiro em Karachi. Seus seqüestradores exigiram a libertação dos presos paquistaneses detidos na base de Guantánamo, no âmbito da guerra contra o terrorismo empreendida pelos Estados Unidos. O repórter estava no Paquistão como parte de sua cobertura jornalística sobre a guerra contra o terrorismo no vizinho Afeganistão. Daniel Pearl tinha 38 anos.

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