Assassinato de político causa revolta no Paquistão

Grupos de manifestantes incendiaram nesta sexta-feira vários veículos e uma loja na maior cidade do Paquistão, Karachi, após o assassinato, em Londres, de um político da coalizão governista local. Lojas e escolas de Karachi foram fechadas e o transporte público está suspenso, após a revelação do assassinato de Imran Faruk. Em outras áreas da cidade, grupos de jovens bloqueavam a avenida principal e incendiaram dois ônibus, disseram moradores. A cidade já tem um histórico de violência política, e os ataques de vingança de incêndios propositais ocorrem com frequência.

AE-AP, Agência Estado

17 de setembro de 2010 | 11h13

Faruk era membro do Movimento Muttahida Qaumi (MMQ), um dos principais partidos do Paquistão e o maior na coalizão que governa em Karachi. O MMQ é também um importante membro do governo federal, em Islamabad. O homicídio pode ter implicações para a estabilidade da política nacional, especialmente se o MMQ acusar rivais políticos de envolvimento.

Nesta sexta-feira, um dirigente do MMQ disse que o partido acredita que Faruk, de 50 anos, foi assassinado em resposta a polêmicas declarações formuladas pelo líder da sigla, que vivia exilado voluntariamente em Londres. A Polícia Metropolitana de Londres disse que não houve prisões e não se sabe o motivo do crime. O cadáver de Faruk foi encontrado ontem, no norte londrino, com vários ferimentos de faca e golpes na cabeça.

O primeiro-ministro Yusuf Raza Gilani condenou o crime em comunicado. "Suspendemos todas as atividades partidárias por dez dias, para lamentar a trágica morte de Imran Faruk", disse o vice dele na agremiação, Faruk Sattar. "Foi uma grande perda para o partido e para a família."

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