Assassino confesso de jovem negro é indiciado na Flórida

Vigilante que assumiu ter matado Trayvon Martin, de 17 anos, foi preso pela polícia e responderá por homicídio em 2º grau

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2012 | 03h06

Em uma reviravolta no caso de homicídio que vem dividindo os EUA, o vigilante que confessou ter matado a tiros um adolescente negro desarmado na Flórida será indiciado pelo crime. A informação seria confirmada na noite de ontem pela promotora Angela Corey. Com a decisão, o atirador, George Zimmerman, de 28 anos, foi indiciado por homicídio e preso.

O anúncio ocorreu pouco depois de o secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, cogitar da hipótese de levar o caso à instância federal. Para isso, seria preciso provar que o crime teria motivação racial, conforme alegam os advogados da família da vítima. Na noite do dia 26, Trayvon Martin, de 17 anos, foi morto enquanto caminhava em Sanford, na Flórida. Pouco antes dos disparos, ele conversava com a namorada no celular. Zimmerman diz que atirou porque se sentiu ameaçado pelo jovem.

Depois de ser detido, ele foi liberado pela polícia - decisão que enfureceu a opinião pública americana. Até o presidente Barack Obama abandonou a cautela e atacou: "Ele poderia ser um de meus filhos".

Em ligação gravada para o 911 (serviço de emergência), Zimmerman diz estar seguindo Martin, descrito como "uma pessoa que andava com atitude suspeita". O atendente pediu, antes dos disparos, para que ele parasse de persegui-lo. Nos últimos dias, os advogados de Zimmerman abandonaram o caso por não conseguirem mais contato com seu cliente. Ontem, no entanto, a polícia deteve o atirador, que responderá por assassinato em segundo grau.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.