Suspeito de matar deputada britânica declara 'morte aos traidores'

Em sua primeira aparição em corte, Thomas Mais também se negou a responder endereço e data de nascimento

Estadão Conteúdo

18 Junho 2016 | 09h14

Em sua primeira aparição em corte, o homem acusado de matar a deputada britânica Jo Cox, Thomas Mair, proclamou "morte aos traidores, liberdade à Grã-Bretanha" quando solicitado a pronunciar o próprio nome. Ele também se negou a responder o endereço onde vive e sua data de nascimento.

Na última quinta-feira, 16, a deputada Jo Cox, do Labour Party, foi assassinada a tiros e facadas por Mair ao sair do carro na cidade de Birstall, reduto eleitoral de Cox.

O ataque, em plena luz do dia, chocou o país e esfriou os ânimos em torno da disputa pela permanência ou não do Reino Unido na União Europeia (UE), proposta conhecida como Brexit e que deve ser votada em plebiscito na próxima quinta-feira, 23.

As campanhas foram suspensas em respeito a Cox, que é o primeiro membro do parlamento britânico a ser assassinado em 25 anos. Mair é acusado de assassinato, causar graves danos físicos, posse de armas com intenção de cometer crime e outras ofensas relacionadas ao porte.

A magistrada Emma Arbuthnot afirmou na corte que um relatório psiquiátrico deve ser preparado, "tendo em mente o nome que ele proclamou".

Autoridades ainda não apontaram as motivações do crime, enquanto a polícia antiterrorismo esteve envolvida nas investigações, mas nenhuma acusação de terrorismo foi apresentada.

Cox era uma defensora dos direitos de imigrantes, assim como defendia a permanência do Reino Unido na União Europeia. O ataque elevou as preocupações com a segurança de parlamentares e políticos no país. Legisladores britânicos costumam realizar reuniões para tratar de temas locais, nacionais e internacionais com os residentes de seus respectivos distritos.

Mair ficará sob custódia na prisão de Belmarsh até sua próxima aparição, que deve ocorrer na segunda-feira, na corte de Old Bailey.

Fonte: Associated Press

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