Assassino de modelo de seis anos é preso em Bangcoc

O americano acusado do assassinato da modelo infantil JonBenet Ramsey declarou aos agentes de imigraçãoque o detiveram na Tailândia nesta quinta-feira que a morte da menina foi um acidente, informaram fontes oficiais. Os Estados Unidos tinham solicitado em 11 de agosto àsautoridades tailandesas que detivessem o professor John Mark Karr. Segundo o general Suwat Tumrongsiskul, o detido confessou que estava com a menor no momento de sua morte, mas assegurou que foi um acidente e que estava apaixonado por ela. JonBenet Ramsey, de seis anos, foi encontrada morta a pancadas e estrangulada no porão de sua casa, em Boulder, no dia 26 de dezembro de 1996, num crime que comoveu a sociedade americana. A menina erama das modelos infantis mais famosas nos Estados Unidos. Os funcionários dos Estados Unidos em Bangcoc esperam poderrepatriar Karr este fim de semana. Ávido escritor em hotel duvidoso de BangcocDe dentro do seu hotel em Bangcoc, o homem acusado de matar JonBenet Ramsey disse ter uma mensagem para a família da menina de seis anos. Ele afirmou que a amava e que "lamenta muito que aconteceu" no porão da casa da modelo infantil há quase uma década atrás.Em entrevista exclusiva à agência Associated Press, John Mark Karr disse que a sua morte foi "um acidente". O corpo sem vida da JonBenet foi encontrado com sinais de espancamento e estrangulamento no porão da casa da menina no dia seguinte ao natal de 1996. Um crime chocante que se tornou um dos maiores mistérios não resolvidos nos Estados Unidos Karr, um professor escolar de 41 anos, preso na quarta-feira, foi encontrado em um hotel do outro lado do mundo em Bangcoc, lugar conhecido pelo forte turismo sexual. A polícia diz que ele admitiu ter matado Ramsey.Após uma noite atrás das grades, as autoridades o escoltaram ao seu hotel para que ele recolhesse seus pertences, que incluía um laptop e duas malas. "Eu lamento tanto o que aconteceu com JonBenet", afirmou enquanto os policiais o escoltavam do seu quarto, em direção ao elevador do hotel, que parece um albergue. Vestindo uma camisa pólo larga, e calças cáqui, estava pálido e falava em voz baixa. "É muito importante que todos saibam que eu a amo muito e que sua morte não foi intencional, e que foi um acidente", disse Karr, homem magro, de olhos azuis e cabelos castanhos. Mais cedo, no mesmo dia, Karr falou rapidamente com jornalistas após uma coletiva de imprensa com autoridades americanas e tailandesas. Os repórteres esperaram desde o nascer do sol para vê-lo sair do Centro de Detenção da Imigração."Eu estava com JonBenet quando ela morreu", contou aos repórteres. Perguntado se ele era inocente, respondeu com um "não", e se recusou a dizer qual era a natureza doseu suposto relacionamento com a família Ramsey, ou como ele conheceu JonBenet. Ao pedirem para ele contar os detalhes de como ela morreu, Karr disse a AP que "levaria muitas horas para descrever - para descrever isso", disse lentamente. "não há comodar um resumo. É uma série de eventos relacionados", disse com seu sotaque do sul dos EUA. "É muito doloroso para eu falar a respeito."Karr disse que ele havia escrito cartas para a mãe de JonBenet, Patsy, antes de ela morrer de câncer em junho. Segundo ele, Patsy lia as cartas que ele escrevia para expressar seu remorso. Um dos policiais que pegou os pertences de Karr no hotel disse que ele parecia ser um ávido escritor, e que havia muitos CDs em seu quarto nos quais ele havia salvo seus textos, feitos em um computador. O hotel Blooms, em um bairro cheio de casas de massagem de reputação duvidosa, aluga quartos por períodos de três horas por 300 baht (oito dólares) e por 170 dólares um mês. Karr estava hospedado no último andar do prédio de nove andares em um pequeno quarto. A polícia tailandesa e americana havia alugado um quarto do hotel durante uns dez dias antes da prisão, a fim de monitorar os seus movimentos e esperar a chegada do mandato de prisão dos EUA, expedido na quarta-feira, segundo o general Suwat Tumrongsiskul, da polícia da Tailândia. Assim que Karr entrou na viatura da polícia, ele afirmou que a morte de JonBenet "não era o que parecia", apesar de ele se recusar a explicar."Em todos os sentidos", acrescentou, "não é o que parece ser".

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