Assassino de mulheres pede liberdade para a Pussy Riot

Os corpos de duas mulheres assassinadas foram encontrados sob uma mensagem exigindo liberdade para as integrantes da banda Pussy Riot, afirmaram autoridades russas nesta quinta-feira. O Comitê de Investigação da Rússia disse que as mulheres, de 76 e 38 anos de idade, foram mortas em seu próprio apartamento na semana passada, na cidade de Kazan, região central do país. As palavras "Free Pussy Riot", em inglês mesmo, estavam escritas em uma parede, "presumivelmente" com sangue.

AE, Agência Estado

30 de agosto de 2012 | 10h57

Policiais alertam que o assassino deve estar tentando prejudicar a investigação ao desviar o foco para as punks feministas, mas a oportunidade foi imediatamente aproveitada pela imprensa russa e partidários do governo do presidente Vladimir Putin. Algumas publicações estamparam manchetes afirmando que simpatizantes da Pussy Riot "cometeram" ou "inspiraram" o duplo homicídio.

Da prisão, as integrantes disseram no Twitter que "o que aconteceu em Kazan é horrível" e que o crime "ou é uma provocação horrenda ou um ato de psicopatia". No início do mês, um tribunal de Moscou condenou-as a dois anos de prisão por terem realizado uma "oração punk" contra Putin na principal catedral da capital russa. Suspeita-se que julgamento foi orquestrado pelo governo, o que causou pedidos de libertação das feministas em todo o mundo. As informações são da Associated Press.

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