AFP PHOTO / Yuri CORTEZ
AFP PHOTO / Yuri CORTEZ

Assassino em série no México admite ter matado 20 mulheres

Ele e a companheira atraíam as vítimas, a maioria mães solteiras, com um anúncio de roupas de bebê

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2018 | 22h38

CIDADE DO MÉXICO - Um homem detido no México com sua companheira quando transportava restos humanos em um carrinho de bebê confessou a um juiz ter assassinado ao menos 20 mulheres, em crimes que configuram um  perfil de "'feminicida' em série", revelou nesta segunda-feira o promotor do caso.

O suspeito "admitiu ter participado de ao menos 20 feminicídios, e nos deu características e detalhes específicos de 10 casos", explicou o promotor do Estado do México Alejandro Gómez aos jornalistas.

"Verdadeiramente são fatos inauditos, nunca havíamos enfrentado um caso desta natureza (...). Classifico esta pessoa como um homicida, um 'feminicida' em série", destacou Gómez.

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O casal, cuja identidade não foi revelada, atraía as vítimas oferecendo roupas de bebês para venda. A companheira do homicida facilitava os contatos com as mulheres, geralmente "mães solteiras (...) que tinham a necessidade de comprar roupas baratas" para seus bebês, explicou o promotor.

Gómez revelou como o assassino descreveu dez crimes "com toda a naturalidade" e sem o menor remorso, incluindo os nomes das vítimas, roupas que vestiam e a forma de execução.

O homicida declarou à promotoria ter "abusado sexualmente de algumas mulheres antes de assassiná-las, e posteriormente vendeu seus corpos, assim como seus pertences".

O homem confessou ainda ter vendido um bebê de 2 meses, que já foi recuperado, "após assassinar a mãe", informou o jornal El Universal.

As autoridades encontraram na residência onde o casal morava com seus três filhos - dois meninos e um bebê - oito recipientes de plástico com restos humanos cobertos de cimento, revelou a promotoria. 

Em um refrigerador foram encontrados mais corpos congelados, enrolados em sacos plásticos, segundo os promotores.

O caso deflagrou uma romaria de pessoas em Ecatepec, município do Estado do México, a procura de mulheres desaparecidas.

Exames psiquiátricos oficiais revelam que o homem "apresenta um transtorno mental psicótico e de personalidade", e a mulher "tem um retardo mental de nascimento e um delírio induzido adquirido, mas ambos sabem distinguir entre o bem e o mal". / AFP


 

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