Assassinos de dissidentes pegam pena de morte

Um tribunal iraniano sentenciou hoje à morte três ex-agentes do Ministério da Inteligência pelo assassinato de quatro críticos do governo, informou a oficial Agência de Notícias da República Islâmica. A corte também sentenciou cinco agentes à prisão perpétua e sete outros a penas de prisão que variam de dois anos e meio a 10 anos. Três agentes foram considerados inocentes. A agência não especificou as acusações pelas quais os 15 agentes foram condenados, informando apenas que Ali Reza Roushani, Ali Mohseni e Mahmoud Jafarzadeh foram sentenciados à morte pelo assassinato dos intelectuais em 1998.As sentenças não são finais, cabendo apelação. Os assassinatos tiveram início em 22 de novembro de 1998, com o esfaqueamento de Dariush Forouhar e sua mulher, Parvaneh, que dirigiam um pequeno partido de oposição. Nas semanas seguintes, os escritores Mohammad Jafar Poyandeh e Mohammad Mokhtari desapareceram. Eles foram aparentemente estrangulados e seus corpos foram abandonados nos arredores de Teerã. O Ministério da Inteligência declarou em 1999 que agentes, agindo individualmente, tinham cometido os crimes e o ministro da Inteligência renunciou. O caso ilustrou a extensão da luta entre moderados políticos e linhas-duras no Irã.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.