EFE/AVN
EFE/AVN

Assembleia Constituinte da Venezuela convoca diálogo para abordar problemas econômicos

Objetivo é reverter o modelo rentista petroleiro, o qual o governo culpa pela grave crise econômica

O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2017 | 12h06

CARACAS - A Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela convocou na quinta-feira 31 todos os setores produtivos do país e os cidadãos a participar de um diálogo para reverter o modelo rentista petroleiro, o qual responsabiliza pelos graves problemas econômicos do país.

Os mais de 500 constituintes que formam o órgão ditaram um "decreto de convocação ao diálogo nacional constituinte para a economia produtiva e diversificada", indicou a secretaria da Assembleia após a votação aprovada por unanimidade.

Os constituintes, todos vinculados ao governo, sustentam que o país esteve "caracterizado por uma dependência quase exclusiva da exploração e comercialização do petróleo, relegando a promoção e consolidação do aparelho produtivo diverso", segundo o decreto.

Nesse sentido, os governistas abriram um convite aos empresários "e trabalhadores da economia comunal e do Estado" à conversarem com a Assembleia Constituinte para debater propostas sobre um novo modelo econômico.

Os constituintes asseguraram que com esta convocação pretendem reunir representantes dos setores comercial, industrial, financeiro, farmacêutico, agroalimentar, de hidrocarbonetos, petroquímico, de mineração, de turismo, florestal, de construção, de telecomunicações e informática de todo o país.

Os venezuelanos lidam com uma crise econômica sem precedentes, com a deterioração do sistema de saúde, de distribuição dos produtos mais básicos para a alimentação e a saúde, e o agravamento dos problemas de insegurança.

A presidente da Constituinte, a ex-chanceler Delcy Rodríguez, responsabilizou à oligarquia "colombiana" pela crise na Venezuela que, segundo insistiu, é produto de uma "guerra econômica" de fatores internos e externos que influenciaram na inflação, na desvalorização da moeda e na escassez de produtos. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.