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Assembleia de Nova Jersey publicará 900 documentos novos do 'Bridgegate'

Estrela do Partido Republicano e cotado para 2016, governador é acusado de retaliação política

O Estado de S. Paulo,

10 de janeiro de 2014 | 09h12

A comissão da Assembleia de New Jersey que averigua o escândalo político conhecido nos Estados Unidos como "Bridgegate" publicará nesta sexta-feira, 10, 907 novas páginas de documentos recolhidos durante suas investigações que poderiam comprometer o governador do Estado, Chris Christie. A comissão divulgará esses documentos na internet, informou ontem um porta-voz à rede de televisão "CNN".

A revelação de outros documentos, como e-mails e mensagens de texto, deu início ao "Bridgegate", ao provar que a equipe do governador, um dos potenciais aspirantes republicanos à Casa Branca, esteve envolvida em um caso de represália política.

Membros do gabinete de Christie participaram da interrupção repentina, em setembro de 2013, de várias pistas da ponte da cidade de Fort Lee, que liga Nova Jersey com Nova York, para provocar problemas de trânsito e se vingar do prefeito dessa cidade, o democrata Mark Sokolich, por ele não ter apoiado o governador em sua campanha de reeleição no ano passado.

Christie se dirigiu ontem até Fort Lee para se reunir com Sokolich em seu escritório e lhe oferecer pessoalmente um pedido de desculpas .O governador havia declarado anteriormente que nunca tinha buscado  apoio do prefeito democrata nunca . Da mesma forma, Sokolich argumentou que ninguém lhe pediu que apoiasse o governador republicano.

Ainda ontem, seis moradores de Fort Lee apresentaram hoje um processo coletivo contra o governador, o Estado e a Autoridade Portuária, porque a interrupção de duas faixas da ponte os "privou da vida, liberdade e propriedade".

O governador republicano negou ter qualquer conhecimento sobre o ocorrido e se limitou a pedir desculpas pelo escândalo. Christie também despediu sua chefe adjunta de gabinete, Bridget Anne Kelly.

Chris Christie, um dos favoritos em seu partido para conseguir a indicação para concorrer à Casa Branca em 2016, terá que sair ileso deste escândalo se quiser conservar suas possibilidades na futura corrida presidencial. / EFE

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