Facundo Arrizabalaga/Efe
Facundo Arrizabalaga/Efe

Assembleia do Equador faz sessão extraordinária por 'ameaça' da Grã Bretanha, em caso Assange

Embaixada pode ser invadida em Londres, onde fundador do WikiLeaks se encontra

16 de agosto de 2012 | 07h49

QUITO - A Assembleia Nacional (AN) do Equador analisará nesta quinta-feira, 16, durante uma sessão extraordinária, a comunicação enviada pela Grã Bretanha sobre o caso do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, que o país sul-americano considerou uma "ameaça".

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A sessão, que suspende o recesso legislativo no qual se encontravam os membros da Assembleia, "não analisará o tema Julian Assange e sim a ameaça insólita e prepotente de invadir nossa embaixada em Londres", explicou o presidente da AN, o governista Fernando Cordero.

Na sessão extraordinária, será apresentada para a análise do plenário a comunicação enviada pelo Governo do Reino Unido à Chancelaria do Equador.

"Com base nos princípios constitucionais, Fernando Cordero Cueva, titular da Legislatura, qualificou esse incidente como uma intolerável ameaça britânica", finaliza o comunicado.

O Governo do Equador denunciou na quarta-feira que recebeu um relatório do Governo do Reino Unido ameaçando produzir ações para prender Assange, que solicitou asilo político ao país sul-americano e se encontra na embaixada equatoriana em Londres desde meados de junho.

A Suécia requer a extradição de Assange para que este responda às denúncias de supostos delitos sexuais praticados no país. O fundador do WikiLeaks, no entanto, suspeita que essa seja apenas uma forma de proceder à sua extradição aos Estados Unidos.

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, informou que o Governo de seu país anunciará na manhã desta quinta-feira sua decisão sobre o pedido de asilo político de Assange.

 

 

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