Assembléia francesa aprova reforma da previdência

O Legislativo francês aprovou uma polêmica reforma da previdência, numa tentativa de salvar o sistema de aposentadorias, esmagado por pesadas dívidas. Depois de um dos mais longos debates na história da Assembléia Nacional, os deputados concederam ao primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin, que se recusou a rever os termos da lei, mesmo diante das greves que paralisaram o sistema de transporte do país por dias. Milhares de trabalhadores protestaram nas ruas contra a mudança. A Assembléia Nacional, a câmara baixa do Parlamento, aprovou a reforma por 389 votos a 132. A nova regra aumenta o número de anos de trabalho necessário para uma aposentadoria integral. Atualmente, funcionários públicos têm de trabalhar 37 anos e meio para ganhar direito ao benefício integral. Sob a reforma, até 2008 o tempo de serviço chegará a 40 anos, como no setor privado. Em 2012, o tempo de serviço mínimo, em ambos os setores, será de 41 anos. Em 2020, 42 anos. A lei deve ir ao Senado na segunda-feira, e ser sancionada no final do mês. Os deputados da Assembléia entraram em votação depois de 156 horas de debate ao longo de 19 dias, examinando cerca de 8.700 emendas propostas pela oposição.

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