Khalil Ashawi/Reuters
Khalil Ashawi/Reuters

Assembleia-Geral da ONU aprova resolução sobre a Síria

Documento pede a transição política no país e condena o regime de Bashar Assad

O Estado de S. Paulo,

15 de maio de 2013 | 15h16

(Atualizada às 17h40) NAÇÕES UNIDAS - A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas aprovou, nesta quarta-feira, 15, a resolução que pede uma transição política na Síria e condenou o regime do presidente Bashar Assad pelo aumento do uso de armas pesadas no conflito. A ONU elogiou o grupo opositor Coalizão Nacional Síria.

Contudo, o apoio de países árabes foi menor do que o esperado. A resolução não teve o mesmo apoio que o documento anterior, de agosto do ano passado, que condenava a repressão aos dissidentes.

A resolução foi aprovada por 107 votos a favor, 12 contra e 59 abstenções. Apesar de não ter valor legal, as resoluções adotadas pelos 193 países têm peso político.

A Rússia, aliada da Síria, pediu que os países votassem contra a resolução. Um grupo de países latino-americanos, liderado pela Argentina, exigiu mudanças - que não foram aceitas - para alterar a resolução no que diz respeito ao apoio à Coalizão Nacional Síria, o principal grupo de oposição ao governo de Assad.

Críticos da resolução alegaram que o texto é parcial e favorável aos grupos de oposição a Assad, que contam com o apoio da Liga Árabe e de diversas potências ocidentais.

Mortos. O número de mortos na guerra civil síria, que já dura dois anos, é de pelo menos 80 mil, disse o presidente da Assembleia-Geral da ONU, Vuk Jeremic. O número mostra um aumento de cerca de 20 mil mortes desde o início deste ano.

"Pelo menos 80 mil morreram desde o início das hostilidades, com a maioria dessas mortes consideradas civis", disse Jeremic aos 193 membros da Assembleia-Geral antes da votação da resolução sobre o conflito sírio.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo de oposição, disse na terça-feira que pelo menos 94 mil pessoas foram mortas, mas que o número de mortos provavelmente seja 120 mil. / AP e REUTERS

 
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