Assembléia Geral da ONU condena embargo contra Cuba

Cuba voltou a obter hoje, pelo 11º ano consecutivo, uma ampla condenação por parte da Assembléia Geral da ONU a mais de 40 anos de embargo comercial, econômico e financeiro imposto unilateralmente à ilha pelos EUA. Na votação, a 57ª sessão da Assembléia aprovou hoje a resolução que condenou o embargo por 173 votos a favor, três contra (EUA, Israel e as Ilhas Marshall) e quatro abstenções (Etiópia, Malavi, Nicarágua e Usbequistão). O presidente da Assembléia Nacional de Cuba, Ricardo Alarcón, disse que essa decisão "faz justiça ao povo cubano, que muito tem sofrido em conseqüência de uma política injusta, ilegal e contrária à razão e à moral". "Meu povo resistiu e continuará a fazê-lo, porque nada o fará renunciar à independência e nunca admitirá que alguém lhe arrebate seus direitos nacionais, nem destrua a obra de justiça que conseguiu criar com desprendimento e tenacidade", disse Alarcón. Desta vez, ao contrário de algumas das sessões precedentes que a Assembléia dedicou ao embargo contra Cuba, os delegados americanos permaneceram na sala durante a intervenção do dirigente cubano.

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