Assembleia Geral da ONU condena golpe em Honduras

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou hoje o golpe militar em Honduras e exigiu a volta imediata do presidente deposto Manuel Zelaya ao poder. O organismo internacional adotou uma resolução por aclamação, segundo a qual todos os 192 membros da ONU não reconhecem qualquer outro governo em Honduras. Zelaya estava presente durante a votação, comemorada por aplausos de diplomatas no hall da entidade. Ele agradeceu à assembleia pela resolução "histórica", que expressa "a indignação" de pessoas pelo mundo com o golpe.

AE-AP, Agencia Estado

30 de junho de 2009 | 14h49

Zelaya foi destituído no domingo do cargo por militares em cumprimento a uma ordem da Suprema Corte do país. A ação foi uma resposta à insistência dele em realizar um plebiscito para mudar a Constituição e permitir sua candidatura à reeleição. Zelaya foi preso em casa e levado a uma base aérea, de onde embarcou para a Costa Rica. Os deputados de Honduras nomearam Roberto Micheletti, líder do Congresso, como novo presidente. Foi o primeiro golpe de Estado na América Central desde 1993, quando militares guatemaltecos derrubaram o presidente Jorge Serrano.

Zelaya, que irá a Washington amanhã, solicitou entrevistas com membros seniores do governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, informaram autoridades norte-americanas ao "Wall Street Journal". Ele também poderá participar de uma sessão extraordinária da Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), disseram as autoridades, embora tenham enfatizado que nada está definido.

As autoridades informaram que ainda não está claro com quem do governo Obama Zelaya se reunirá, mas não deve ser a secretária de Estado, Hillary Clinton, nem o próprio presidente dos EUA. Um nome mais provável seria Thomas Shannon, secretário-assistente de Estado para relações do Hemisfério Ocidental. Com informações da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
HondurasgolpeONUassembleia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.