EFE/Salvatore Di Nolfi
EFE/Salvatore Di Nolfi

Assembleia Geral da ONU insiste em reformar o Conselho de Segurança

Para presidente da Assembleia, se mudanças não forem realizadas, o papel das Nações Unidas pode se tornar irrelevante

O Estado de S. Paulo

15 Setembro 2015 | 11h56

NAÇÕES UNIDAS - A abertura oficial da 70ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, ocorre nesta terça-feira, 15. Ontem, a Assembleia decidiu prosseguir com as negociações de reforma do Conselho de Segurança para que ele tenha uma "representação mais equitativa", esforço realizado há uma década.

A resolução foi aprovada por consenso na última sessão do 69º período da Assembleia Geral, que inicia hoje um novo ciclo.

Se não forem realizadas reformas, "pode chegar um momento em que o papel das Nações Unidas passe a ser irrelevante", afirmou o presidente da Assembleia Geral, o ugandense Sam Kutesa.

A reforma no Conselho de Segurança é um dos grandes temas das Nações Unidas, fundamentalmente pelo fato de que cinco países (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) seguem mantendo um posto permanente e direito de veto.

Apesar deste assunto voltar periodicamente à tona, há uma forte resistência entre alguns dos países com assento permanente no órgão a aceitar mudanças.

"Nos últimos dez anos fizemos tudo menos negociar", ressaltou Kutesa, que acrescentou que com o passo dado na Assembleia Geral se pode exercer "mais pressão" em favor da reforma.

"A mensagem dos Estados-membros foi alta e clara", reforçou Kutesa, destacando que crises como o fluxo de migrantes que a Europa vive agora representam o "fracasso" da ONU em manter a paz e a segurança. /EFE

Mais conteúdo sobre:
ONU Assembleia Geral reforma

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.