EFE/SEDAT SUNA
EFE/SEDAT SUNA

Assembleia turca defende resposta a golpe

Parlamento turco discutia ontem se restabeleceria a pena de morte na Turquia, suspensa em 2004

O Estado de S. Paulo

19 Julho 2016 | 05h00

Em nota enviada ontem à imprensa pelo governo turco, a Grande Assembleia Nacional da Turquia (GNAT) defendeu a resposta que está dando à tentativa de golpe da sexta-feira. “A Assembleia Nacional fará com que aqueles que atacaram a nação e sua soberania paguem um preço alto dentro dos parâmetros da lei”, afirma a nota, encaminhada pelo Consulado-Geral da Turquia em São Paulo. 

O Parlamento turco discutia ontem se restabeleceria a pena de morte na Turquia, suspensa em 2004. A sede do Legislativo em Ancara, capital do país, foi bombardeada na sexta-feira por helicópteros durante a violenta tentativa de golpe - o edifício acabou parcialmente danificado.

‘Estabilidade’. “A determinação demonstrada pela GNAT contra a tentativa de golpe é de valor inestimável para a posterior estabilidade da democracia na Turquia. No futuro, como é hoje, cada mão levantada à nossa Assembleia sagrada encontrará a determinação de aço da GNAT”, diz o comunicado. 

A nota afirma que a Casa “cumpriu o seu dever sob bombas e projéteis” e destaca que a resposta à tentativa de golpe foi dada como “um único corpo e um só coração”. Segundo ela, os partidos turcos adotaram um posicionamento e linguagem únicos no Parlamento contra o “ato histórico”. 

A Assembleia turca atualmente é composta por quatro partidos: o islamista AKP, o social-democrata CHP, o nacionalista MHP e o pró-curdo HDP. “Posicionamento e linguagem comuns fortalecerão ainda mais nossa nação e sua vontade.” 

“Embora tenhamos opiniões diferentes como quatro partidos políticos distintos, estamos todos no lado da vontade nacional e estamos prontos para protegê-la, agora e para sempre”, reiterou o comunicado da GNAT. 

 

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