AP Photo/Alvaro Barrientos
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Assembleia venezuelana quer ouvir Podemos sobre suposto financiamento ilegal

Opositor Freddy Guevara, presidente da Comissão Permanente de Controladoria, anunciou que convocou líderes do partido espanhol para explicarem suspeitas de financiamento por Hugo Chávez

O Estado de S. Paulo

22 Junho 2016 | 10h00

CARACAS - A Assembleia Nacional (AN da Venezuela, controlada por opositores do presidente Nicolás Maduro, convocou dirigentes do partido espanhol Podemos para prestarem depoimento em uma comissão parlamentar no dia 6 de julho por suposto financiamento ilegal do governo bolivariano.

"Fiz a convocação, temos que esperar que eles confirmem", disse na terça-feira o presidente da Comissão Permanente de Controladoria da Assembleia Nacional, Freddy Guevara. O deputado afirmou que os dirigentes do Podemos receberam a opção de propor outra data para o depoimento "devido à distância" e "por estarem em campanha eleitoral" para a votação de domingo na Espanha.

Guevara destacou que os deputados venezuelanos não falaram com os dirigentes do Podemos diretamente e que estes "deveriam ser os mais interessados em esclarecer este assunto, (dizer) que eles não estão financiados por um governo estrangeiro".

O político venezuelano lembrou que se trata de pouco mais de € 7 milhões "que teriam sido dados" pelo governo do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez (1999-2013) "a uma fundação que está vinculada ao Podemos e da qual eram eles diretores".

Trata-se da fundação Centro de Estudos Políticos e Sociais (CEPS), vinculada ao Podemos, enquanto o financiamento teria acontecido entre os anos de 2003 e 2011.

A Assembleia Nacional convocou, com cartas assinadas pelo próprio Guevara, o secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias; o secretário de Política do partido, Íñigo Errejón; além de Juan Carlos Monedero e Luis Alegre. Guevara disse que informará nos próximos dias se os dirigentes espanhóis responderam ou não à solicitação.

Na terça-feira a deputada de Podemos em Les Corts e tesoureira da Fundação CEPS, Fabiola Meco, negou que a fundação tenha recebido € 7 milhões do governo venezuelano, enquanto o governante Partido Popular (PP) pediu que se averigue os parlamentares que trabalharam nela.

Fabiola explicou que esses 7 milhões aparecem em um documento interno do governo venezuelano, mas em nenhum caso são ordens de pagamento, e defendeu que tudo o que foi recebido pela fundação está declarado, é público e passou por todos os trâmites. / EFE

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