AFP PHOTO / JUAN BARRETO
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Assembleia venezuelana rejeita renovar poderes extras de Maduro

Apesar da negativa, a Assembleia Nacional ofereceu ajuda para tentar amenizar a grave crise econômica que afeta o país

O Estado de S. Paulo

17 de março de 2016 | 18h29

CARACAS - A Assembleia Nacional da Venezuela rejeitou nesta quinta-feira, 17, a prorrogação por 60 dias do decreto de emergência econômica requisitado pelo presidente Nicolás Maduro em janeiro. Na primeira vez em que o pedido foi feito, o Legislativo - agora controlado pela oposição ao chavismo - também negou os poderes especiais ao presidente, mas a decisão foi revertida pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), favorável ao governo. 

Apesar da negativa, a Assembleia Nacional ofereceu ajuda para tentar amenizar a grave crise econômica que afeta o país, mediante o estudo das iniciativas legislativas propostas pelo Executivo. Os deputados também propuseram criar novos projetos de lei "para corrigir o rumo estatista e rentista da política econômica atual".

"A solução dos graves problemas que afetam a economia não serão resolvidos pela outorga de poderes exorbitantes a um governo já favorecido com uma enorme concentração de poderes", disse o deputado opositor Simón Calzadilla. 

Após o TSJ derrubar o primeiro rechaço da AN ao decreto de emergência econômica, a coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) acusou o Judiciário de ser dócil ao chavismo e trabalhar pelo desequilíbrio de poderes no país. /EFE

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