Assessor de Abbas descarta prazo maior para discutir paz

As diferenças entre negociadores israelenses e palestinos só aumentaram em sete meses e uma extensão do prazo de discussões parece improvável se não for cumprido o prazo até 29 de abril para que os dois lados alcancem o esboço de um acordo, disse nesta quinta-feira Mohammed Ishtayeh, assessor do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

AE, Agência Estado

06 de março de 2014 | 16h38

Abbas se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no dia 17 de março, com os EUA tentando pressionar ambos os lados por um acordo-quadro ou pelo menos regras-base para negociações futuras. Obama conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, no início da semana.

"O que nós temos visto nas conversas é que a lacuna está crescendo, em vez de diminuir", salientou Ishtayeh a diplomatas estrangeiros e representantes de organizações internacionais, ao apresentar as diferenças de posições.

Para os palestinos, o maior obstáculo é uma nova demanda - introduzida nesta rodada de negociações - de que eles aceitem Israel como um Estado judeu, disse o assessor de Abbas. Quando os esforços de paz começaram, há duas décadas, a Organização para a Libertação da Palestina reconheceu o Estado de Israel e Abbas argumenta que isso é suficiente. Abbas teria dito ainda que não pode "em qualquer circunstância" reconhecer Israel como um Estado judeu porque isso restringiria as opções de retorno de refugiados palestinos e potencialmente pavimentaria o caminho para uma expulsão gradual da minoria árabe em território israelense, conforme Ishtayeh. Israel argumenta que tal reconhecimento seria a prova de que os palestinos falam sério ao discutir a paz.

As demandas de Israel por terras também representam um obstáculo, conforme o assessor. Os palestinos querem um Estado na Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, terras conquistadas por Israel em 1967, mas se dizem dispostos a aceitar pequena modificação para acomodar assentamentos que Israel construiu em terras ocupadas. Israel quer anexar esses "blocos de assentamento", mas ainda não apresentou uma proposta detalhada para isso. Israel também deseja uma presença militar de longo prazo no Vale do Jordão. Fonte: Associated Press.

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