Assessor do Papa se opõe a "guerra preventiva" contra o Iraque

O cardeal Camillo Ruini, presidente da Conferência dos Bispos italianos e assessor próximo do Papa João Paulo II, expressou hoje firme oposição a uma "guerra preventiva" contra o Iraque, estabelecendo um problema em potencial para o governo da Itália no evento de ser chamado a participar de uma ação militar do tipo.O cardeal considerou que uma guerra preventiva contra o Iraque teria "inaceitáveis custos humanos e graves efeitos desestabilizadores" no Oriente Médio. Para ele, a forma mais sábia de se tratar da questão iraquiana seria com a "arma da dissuasão" exercida com o apoio das Nações Unidas."Por seu lado, o Iraque tem de dar provas realistas de sua disposição" de respeitar as resoluções da ONU, afirmou o cardeal, num encontro com autoridades da igreja italiana.A Itália tem um grande movimento pacifista entre sua população de maioria católica, enquanto setores da esquerda provavelmente também se oporiam a qualquer ação unilateral dos EUA. A oposição do papa à Guerra do Golfo o transformou numa figura convergente para tais opositores da guerra na Itália.

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