Kena Betancur / AFP
Kena Betancur / AFP

Assessor se torna 10º caso de covid-19 ao redor de Trump em uma semana

A maioria dos que ficaram doentes compareceu a uma festa na Casa Branca na qual o presidente declarou precocemente a vitória eleitoral

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2020 | 19h55

WASHINGTON - O número de pessoas diagnosticadas com covid-19 próximas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu para dez nesta quinta-feira, 12, após a confirmação de que um dos principais assessores de sua campanha eleitoral, Corey Lewandowski, também contraiu a doença.

Lewandowski confirmou à emissora CNN e a outros veículos que testou positivo para coronavírus na quarta-feira. Ele afirmou estar se sentindo bem e que ficará em isolamento por precaução. O assessor disse acreditar que o contágio ocorreu na Filadélfia, onde trabalhava havia dias na estratégia jurídica da campanha de Trump para questionar a legitimidade dos resultados das eleições presidenciais.

No entanto, ele também compareceu, na noite de 3 de novembro, a uma festa na Casa Branca na qual o presidente declarou precocemente a vitória eleitoral, quatro dias antes de a imprensa projetar o candidato democrata, Joe Biden, como ganhador.

A maioria dessas dez pessoas que testaram positivo na última semana compareceu a essa festa, que reuniu mais de 150 pessoas no espaço fechado da ala leste da Casa Branca. Todos tinham realizado um teste de covid-19 antes do evento.

A nova onda de positivos começou na sexta-feira passada, com o anúncio do contágio do chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, que também esteve na festa e, segundo especialistas em saúde, provavelmente estava infectado.

Outros que estiveram na festa e testaram positivo são o secretario de Habitação dos EUA, Ben Carson; o diretor político da Casa Branca, Brian Jack; outro assessor da campanha de Trump, David Bossie; e a ex-funcionária Healy Baumgardner.

Além deles, outras quatro pessoas foram contagiadas: o diretor de estratégia em Estados decisivos da campanha, Nick Trainer, e três funcionários da Casa Branca que não foram identificados, segundo a imprensa americana. /EFE e AP 

 

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