Reprodução/MSNBC
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Assessora de Trump diz que Obama o espionou com micro-ondas

Kellyane Conway se retrata de afirmação após pressão na imprensa e diz que não cabe a ela apresentar provas de espionagem

O Estado de S.Paulo

13 de março de 2017 | 17h22

WASHINGTON  - A assessora da Casa Branca Kellyanne Conway foi alvo de ironias na imprensa e nas redes sociais após dizer que o ex-presidente Barack Obama pode ter espionado o seu sucessor, Donald Trump, com o auxílio de um forno micro-ondas. A declaração foi dada no domingo, 12, ao jornal USA Today. Nesta segunda-feira,13, ela se retratou.

Ao diário, Kellyane disse que havia muitas formas de se espionar alguém, que incluiriam o uso de televisões e até de forno micro-ondas. Nesta segunda, em declarações à rede CNN, Conway preferiu dar um claro passo atrás, alegando que se referia a técnicas gerais de espionagem e não a este caso específico.

"Não creio que tenha havido pessoas que usaram fornos de micro-ondas para espionar a campanha de Trump. Mas não é trabalho meu coletar evidências. Para isso existem as investigações", afirmou. "Não tenho nenhuma prova, mas é por isso que há uma investigação no Congresso"

 

Visivelmente irritado sobre a pressão da imprensa sobre a assessora, Trump voltou a criticar os meios de comunicação em sua conta no Twitter. "É incrível como a imprensa pode ser grosseira com meus representantes, que trabalham tão duro. Seja mais gentis", tuitou o presidente.

Na semana passada, Trump acusou Obama sem oferecer qualquer prova de ter colocado escutas telefônicas em seu escritório na Torre Trump em Nova York durante a campanha eleitoral. Agora,  a Casa Branca se encontra sob forte pressão para que apresente provas.

Durante o final de semana, o senador e ex-candidato presidencial John McCain disse, em uma entrevista, que Trump deveria apresentar provas em apoio a suas denúncias ou retratar-se publicamente.

O próprio porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, já tentou abaixar o tom da polêmica sobre a suposta espionagem da campanha de Trump, e o chefe do sistema de inteligência durante o governo de Obama, James Clapper, negou que tal operação tenha sido feita pelas agências sob seu comando.

Ao ser consultado no fim de semana se tinha razões para acreditar na possibilidade de uma escuta telefônica contra Trump, o  presidente da Câmara de Representantes, o republicano Paul Ryan, simplesmente respondeu: "Não". /AFP

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