Assinada a trégua, Israel ataca e Hamas promete revidar

O anúncio da trégua pela qual os grupos radicais palestinos concordam em suspender seus ataques as Israel foi abafado por mais um dia de violência no Oriente Médio. Depois que Israel matou quatro palestinos em Gaza - dois civis, num ataque aéreo, e dois militantes do Hamas, num tiroteio - o braço armado do grupo radical emitiu nota prometendo retaliar. Em território israelense, a polícia impediu um atentado a bomba, capturando os perpetradores e o explosivo. A trégua foi negociada, em parte, por Marwan Barghouti, um líder popular do movimento Fatah que se encontra preso em Israel, mas que enviou diversas propostas de trégua a líderes palestinos no exílio - como Khaled Mashal, do Hamas, e Ramadan Shalah, da Jihad Islâmica, ambos baseados na Síria.Na tarde desta quarta-feira, o representante do Fatah Kadoura Fares informou oficialmente que o acordo de cessar-fogo, válido por três meses, havia sido fechado. Outra fonte declarou que um documento nesse sentido havia sido assinado por Mashal, Shalah e Barghouti.Pouco depois da divulgação da notícia da trégua, ocorreu o ataque aéreo de Israel contra um esquadrão de militantes do Hamas, em que dois inocentes morreram e um dos líderes do movimento, Mohammed Siam, foi mutilado, perdendo uma perna. Outras 16 pessoas ficaram feridas. Logo em seguida, a ala militar do Hamas emitiu um comunicado dizendo que o ataque era a ?prova final? de que Israel não quer a paz. ?Não podemos permitir que nossas mãos sejam atadas?, prossegue o texto, que termina: ?Se Deus quiser, retaliaremos?.

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