Flavio Lo Scalzo/REUTERS
Flavio Lo Scalzo/REUTERS

Assumindo 'risco calculado', governo da Itália anuncia reabertura gradual a partir do fim de abril

Restaurantes e bares poderão atender clientes em mesas externas nas regiões com baixo índice de infecção; teatros e cinemas ao ar livre também poderão funcionar

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2021 | 20h49

ROMA - A Itália vai iniciar uma reabertura gradual a partir do dia 26 de abril, anunciou nesta sexta-feira, 16, o primeiro-ministro Mario Draghi. Em entrevista coletiva, Draghi falou em "otimismo prudente", dizendo que o governo assumiu um "risco calculado" ao decidir pela reabertura. "A prioridade será dada às atividades ao ar livre", acrescentou.

A partir do dia 26 de abril, restaurantes e bares poderão atender clientes em mesas externas nas regiões com baixo índice de infecção. Teatros e cinemas ao ar livre também poderão funcionar.

Além disso, escolas situadas em regiões amarelas e laranjas (médio e baixo nível de infecção) voltarão a funcionar. "Nossa ideia é permitir piscinas ao ar livre a partir de 15 de maio e reiniciar algumas atividades na academia em 1º de junho", disse o ministro da Saúde, Roberto Speranza, a jornalistas. A organização de férias e exposições será possível a partir de 1º de julho. 

Restrições estiveram em vigor durante a maior parte deste ano na Itália, que tem o sétimo maior número de mortes por covid-19 no mundo e ainda registra centenas de óbitos todos os dias.

Draghi estabeleceu o cronograma após a pressão de partidos que compõem seu governo de unidade nacional, especialmente a Liga, de direita. A decisão anunciada nesta sexta-feira representa uma pequena aceleração em relação ao plano anterior, que previa a manutenção das medidas de restrição até pelo menos o início de maio. 

De acordo com o governo italiano, o projeto de abertura progressiva se baseia em dois pilares: a manutenção de todas as medidas sanitárias, como distanciamento social e uso de máscara, e o impulso da campanha de vacinação."A probabilidade de que sejamos obrigados a retroceder é muito baixa se as regras forem respeitadas", afirmou Draghi  na entrevista coletiva.

No mês passado, com o aumento de casos e hospitalizações, a Itália havia interrompido o sistema de quatro cores que diferenciava regiões com maior ou menos número de contágios. Todas as cidades do país foram colocadas em zonas vermelha ou laranja.

Atualmente, 20 regiões são consideradas zonas vermelhas ou laranjas e, portanto, têm severas medidas de restrição em vigor. Com o declínio das infecções no país, muitas delas esperam se tornar zonas amarelas em breve. A Itália, o primeiro país da Europa afetado pela pandemia de coronavírus em fevereiro de 2020, registrou até agora mais de 115 mil mortes/AFP e REUTERS

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