Atacante suicida mata policial israelense

Um atacante suicida palestino detonou hoje explosivos que carregava num ponto de ônibus no norte de Israel, matando um policial, poucas horas depois que militantes palestinos mataram um motorista e um colono judeu, pondo fim a um intervalo de seis semanas de ataques contra israelenses. O atacante suicida também morreu.Outros dois palestinos também morreram hoje - um baleado por tropas israelenses e outro por palestinos que suspeitavam que ele era um colaborador. A violência explodiu um dia depois que Israel rejeitou uma proposta palestina de uma trégua em duas etapas.Israel fez objeções à implicação de que na primeira fase, quando ataques em Israel cessariam, soldados israelenses e colonos judeus na Cisjordânia e Faixa de Gaza continuariam sendo considerados alvos legítimos de ataques.Falando no início de uma reunião de gabinete hoje, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou que não haverá progressos sem "o fim total da violência e do terror".Poucas horas depois, um veículo policial incendiado testemunhava a força da última explosão, que visava aparentemente um ponto de ônibus próximo do cruzamento rodoviário nas proximidades da cidade árabe israelense de Umm el-Fahm, a cerca de dois quilômetros da fronteira entre Israel e Cisjordânia.Tratou-se do primeiro atentado suicida a bomba desde 4 de agosto, um dos mais longos intervalos em tais ataques no sangrento conflito de dois anos.Depois de uma série de atentados suicidas em Jerusalém em meados de junho que mataram 26 pessoas, soldados de Israel entraram na Cisjordânia e assumiram o controle dos maiores centros populacionais palestinos, impondo toques de recolher e restringindo ainda mais as viagens na Cisjordânia.Palestinos advertem que o sofrimento de centenas de milhares confinados em suas casas alimenta mais ódio e um desejo de vingança, tornando inevitável a retomada dos ataques. Os serviços de segurança palestinos, acrescentam, se tornaram impotentes contra militantes devido aos ferozes ataques de Israel.Autoridades do Estado judeu argumentam que só esta incansável atividade de segurança pode conter a onda de atentados que abalaram os israelenses, sua economia e praticamente parou a importante indústria de turismo.Reagindo ao atentado de hoje, David Baker, assessor de Sharon, afirmou que os "terroristas palestinos traçaram um mapa de terror e só se contentam quando sua campanha de carnificina é implementada".Ninguém assumiu imediatamente responsabilidade, mas Mahmoud Zahar, um porta-voz do grupo fundamentalista islâmico Hamas em Gaza, aplaudiu o ataque. "Os palestinos têm todo o direito de lutar contra a ocupação", argumentou.Testemunhas disseram que o atacante detonou os explosivos quando um veículo da polícia se aproximou dele. O paramédico Moshe Dahan disse que "o terrorista se desintegrou na hora" e que um policial também morreu, outro ficou levemente ferido e um transeunte, gravemente ferido.Nos últimos dias, israelenses começavam a especular se a relativa calma não permitiria uma recuperação econômica, mas autoridades de segurança advertiram que militantes palestinos não tinham desistido de seus ataques.O chefe do serviço de segurança Shin Bet, Avi Dichter, afirmou hoje ao gabinete israelense que a Autoridade Palestina não estava fazendo nada para evitar ataques - apesar de recentes declarações moderadas.Mais cedo hoje, atiradores palestinos dispararam contra um carro israelense na parte norte da Cisjordânia, matando o motorista e ferindo um passageiro. As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, vinculadas ao grupo Fatah, de Yasser Arafat, assumiu a responsabilidade pelo ataque. Foi o primeiro ataque mortal contra israelenses na Cisjordânia desde 5 de agosto.E o corpo de um colono judeu - aparentemente vítima de atacantes palestinos - foi encontrado numa lata de lixo num subúrbio de Jerusalém. O israelense de 67 anos vivia no assentamento de Maaleh Adumin, no deserto a leste de Jerusalém.Também hoje, soldados israelenses mataram a tiros um palestino armado e feriram um outro na vila de Tamoun, Cisjordânia. O Exército de Israel afirmou que os dois tentaram atropelar soldados com um carro e fizeram disparos. O prefeito da cidade disse que os dois foram emboscados pelos soldados israelenses.No norte da Cisjordânia foi encontrado o corpo de um palestino numa oliveira com um tiro no peito. Moradores dizem que ele era suspeito de ser colaborador de Israel.

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