Atacar EUA seria suicídio para Pyongyang, diz senador

O senador democrata Bob Menendez advertiu a Coreia do Norte nesta quinta-feira que um ataque preventivo contra os Estados Unidos seria um suicídio. Ele também afirmou ao Congresso norte-americano que o país oriental representa "uma crescente ameaça".

Agência Estado

07 de março de 2013 | 15h08

"Eu não acho que o regime de Pyongyang quer cometer suicídio, mas que, como eles certamente sabem, este seria o resultado de qualquer ataque aos Estados Unidos", declarou Menendez, que é presidente do Comitê de Relações Externas do Senado.

O senador por Nova Jersey fez as declarações enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) adotava novas sanções contra a Coreia do Norte, em razão dos testes nucleares realizados no mês passado. Pyongyang, por suas vez, afirmou quer uma nova guerra na península é "inevitável", por causa dos exercícios militares realizados em conjunto por Estados Unidos e Coreia do Sul.

O Exército norte-coreano "vai exercer o direito de um ataque nuclear preventivo para destruir os redutos dos agressores", declarou o Ministério de Relações Exteriores, em Pyongyang.

Menendez disse, durante audiência do comitê sobre políticas norte-americanas para a Coreia do Norte, que a ameaça é "absurda". Ele advertiu que "não deve haver qualquer dúvida sobre nossa determinação, prontidão e capacidade de neutralizar e conter qualquer ameaça que a Coreia do Norte possa apresentar".

A Coreia do Norte acumulou entre 20 quilos e 40 quilos de plutônio, quantidade "suficiente para fabricar entre seis e oito armas nucleares", disse Menendez. O país também busca conhecimento para colocar uma ogiva nuclear num míssil balístico intercontinental.

"Com o tempo, se o curso atual permanecer inalterado, a Coreia do Norte vai representar uma ameaça direta aos Estados Unidos", afirmou Menendez. "Atualmente, a Coreia do Norte representa, certamente, uma crescente ameaça a nossos aliados e às forças norte-americanas na região." As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Coreia do NorteEUAnuclearsenador

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.