AFP PHOTO / BANARAS KHAN
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Ataque a bomba a hospital no Paquistão deixa ao menos 70 mortos

Explosão ocorreu no momento em que centenas de pessoas estavam reunidas em luto pelo assassinato do presidente do colégio de advogados do Baluchistão

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2016 | 08h33

QUETTA, PAQUISTÃO - Ao menos 70 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após o ataque de um suicida com bombas nesta segunda-feira, 8, em meio a uma multidão que estava reunida em luto diante de um hospital de Quetta, no sudoeste do Paquistão. Veículos de imprensa locais haviam informado que havia 53 mortos, mas um médico paquistanês disse que o número tinha subido.

A explosão provocou um banho de sangue em frente ao setor de emergência do hospital civil, onde 200 pessoas estavam reunidas para compartilhar seu pesar pelo assassinato de um famoso advogado da região, indicou a imprensa local.

Os corpos jaziam em meio a um mar de sangue e de cacos de vidro, e os sobreviventes, em estado de choque, tentavam se reconfortar mutuamente. A grande quantidade de cadáveres dificultava a contabilização.

"A explosão ocorreu quando os advogados se reuniram diante do setor de emergência. Alguns entraram no hospital e outros permaneciam junto à porta de entrada", contou o médico Adnan, do hospital civil de Quetta. "Houve uma grande explosão e tudo ficou escuro. No início achei que tinham derrubado um edifício. Depois houve gritos", acrescentou.

Muitos advogados e jornalistas se dirigiram ao hospital depois do assassinato do presidente do colégio de advogados do Baluchistão, Bilal Anwar Kasi, abatido por dois indivíduos armados quando saía de casa.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou o atentado e ordenou o reforço das medidas de segurança. "Não deixaremos que ninguém perturbe a paz desta província, que conseguimos restaurar às custas de tantos sacrifícios das forças de segurança, da polícia e da população", afirmou o chefe de governo em um comunicado divulgado por seu gabinete.

Jamaat-ul-Ahrar, uma facção do grupo Taleban, assumiu a autoria do atentado em um e-mail e disse que os ataques continuarão.

Trata-se do segundo atentado mais letal cometido no Paquistão neste ano, depois do ataque suicida que no fim de março matou 75 pessoas, entre elas muitas crianças, em um parque de Lahore, onde a minoria cristã celebrava a Páscoa. As forças de segurança e os edifícios governamentais paquistaneses são alvos frequentes dos grupos insurgentes. / Reuters, AFP e Associated Press

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