Ataque a bomba contra tribunal da Índia deixa 11 mortos

Grupo extremista da Caxemira assimiu autoria e ameaçou promover novos atentados

Agência Estado

07 Setembro 2011 | 08h34

Policiais isolaram área afetada pela explosão e fizeram buscas por mais bombas

 

NOVA DÉLHI - A explosão de uma bomba em frente ao Superior Tribunal de Nova Délhi, capital da Índia, matou pelo menos 11 pessoas e deixou dezenas de feridos nesta quarta-feira, 7, disseram autoridades locais. A bomba, que estava supostamente escondida em uma valise, explodiu na recepção de uma das entradas do tribunal, onde cerca de cem pessoas aguardavam em uma fila para entrar no edifício.

 

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse que o atentado foi um "ato covarde de natureza terrorista". "Esta é uma guerra longa na qual todos os partidos políticos, todas as pessoas da Índia, têm que se unir para que o sofrimento do terrorismo seja eliminado", disse o primeiro-ministro.

 

O grupo islamita da Caxemira Harkat-ul-Jihad al-Islami (Huji) reivindicou a autoria do atentado, perpetrado em protesto pela condenação à morte do militante islamita Mohammed Afzal Guru.

 

Guru foi condenado à pena capital por atentar contra o Parlamento indiano em 2001, e na atualidade aguarda o cumprimento da sentença. Em e-mail enviado à imprensa indiana, o Huji ameaçou atacar outros tribunais se a condenação de Guru não for revertida.

 

As autoridades indianas, porém, ainda investigam a autoria do atentado. "Seria muito prematuro fazer qualquer comentário sobre o e-mail neste momento, mas sim, este e-mail tem que ser considerado seriamente, porque o Huji é um grupo terrorista proeminente", disse o diretor geral da Agência Nacional de Investigação indiana, S. C. Sinha.

 

O Departamento de Estado americano diz que o Huji é uma "organização terrorista" que mantém ligações com a Al-Qaeda. O grupo foi acusado de ser responsável por ataques na Índia, Paquistão e Bangladesh. O líder do Huji, Ilyas Kashmiri, teria sido morto em um ataque de aeronaves não tripuladas americanas no nordeste do Paquistão em junho.

 

As informações são da Associated Press,  Dow Jones e BBC.

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