Ataque a cidade síria mata 2 coronéis do Exército

Homens armados atacaram no coração de Aleppo, a segunda maior cidade da Síria e reduto de apoio ao presidente Bashar Assad, matando dois coronéis do Exército. Segundo os meios de comunicação estatais, o ataque foi realizado por terroristas.

AE, Agência Estado

29 Março 2012 | 11h58

Já na província de Hama, região central do país, rebeldes atacaram um caminhão do Exército e mataram dois soldados, informaram ativistas. Novos confrontos também foram registrados entre tropas do governo e desertores militares no norte e o sul do país e ativistas disseram que forças de segurança mataram pelo menos 11 civis em todo o país nesta quinta-feira.

Os episódios de violência ocorrem no momento em que líderes da Liga Árabe, reunidos em Bagdá, lutam contra profundas divisões sobre como lidar com a crise na Síria. Espera-se que os líderes aprovem uma resolução pedindo um cessar-fogo e uma interrupção imediata de duas horas nos confrontos, para permitir a entrega de ajuda aos civis.

A agência estatal de notícias síria disse que quatro homens pertencentes a "uma grupo terrorista armado" abriram fogo contra dois coronéis em Bab al-Hadid, na cidade de Aleppo. Os oficiais Abdel-Karim al-Rai e Fuad Shaban, estavam a caminho do trabalho.

Nenhum grupo havia assumido a responsabilidade pelo ataque. O governo sírio diz que o levante é obra de uma conspiração internacional.

Segundo o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres, dois soldados morreram no ataque contra um caminhão militar na província de Hama. O grupo também disse que pelo menos três civis morreram nesta quinta-feira durante ataques militares contra vilas rebeldes na província de Idlib, ao longo da fronteira com a Turquia. Também foram relatados confrontos ao sul, na cidade de Dael.

Um ativista da cidade contou que os moradores acordaram com uma enorme explosão, seguida ds intensos disparos. Segundo ele, o combate, assim como os disparos de francoatiradores, impediram os moradores de deixarem suas casas.

"O problema de segurança é muito grave. Há francoatiradores nos telhados", disse Adel al-Omari, por telefone. "Está muito perigoso aqui e não se pode sair de casa. Qualquer um que se mova vira alvo."

Segundo o Observatório, oito soldados do governo ficaram feridos em Dael. O grupo disse que forças de segurança mataram pelo menos 11 civis em todo o país nesta quinta-feira. Já o grupo Comitês de Coordenação Locais informou que 21 pessoas foram mortas. As informações são da Associated Press.

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