Ataque a comboio do Exército egípcio no Sinai deixa 10 mortos

Um ataque a um comboio do Exército egípcio na península do Sinai matou 10 soldados nesta terça-feira, disseram fontes médicas e do setor de segurança.

REUTERS

02 de setembro de 2014 | 07h45

Dois morreram na explosão de uma bomba de beira de estrada e os outros foram baleados quando tentavam escapar desse ataque, disseram as fontes.

Militantes do Sinai têm intensificado os ataques contra policiais e soldados desde que o então chefe do Exército, Abdel Fattah al-Sisi, derrubou o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, em julho de 2013.

O governo não faz distinção entre a Irmandade, que se declara um movimento pacífico - e os militantes do Sinai.

Os ataques eram direcionados inicialmente às forças de segurança no Sinai - uma parte remota, mas estratégica do Egito, localizada entre Israel, a Faixa de Gaza e o Canal de Suez -, mas depois os militantes ampliaram sua área de ação e passaram a promover atentados em outras partes do Egito.

A violência tem prejudicado o turismo, um dos pilares de longa data da economia do país.

Um grupo com base no Sinai disse em julho que havia decapitado quatro egípcios, acusando-os de ter passado a Israel informações que resultaram num ataque israelense que matou três militantes.

(Reportagem de Michael Georgy)

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