Stringer/Reuters
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Ataque a cristãos deixa pelo menos 18 mortos na Nigéria

Atiradores invadiram um teatro que estava sendo usado por fiéis

Reuters,

29 de abril de 2012 | 11h08

KANO, NIGÉRIA - Atiradores mataram pelo menos 18 pessoas e feriram várias outras em um ataque a um teatro universitário que estava sendo usado neste domingo, 29, por fiéis cristãos na cidade de Kano, no norte da Nigéria, disseram testemunhas.

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Esse foi o mais recente de uma onda de ataques a igrejas durante datas cristãs no norte do país, os quais as autoridades nigerianas e diplomatas acreditam possam ser uma tentativa de fomentar conflitos religiosos no país. De acordo com fontes do setor de segurança,houve tiros em outras partes da cidade, que acreditam ter sido disparados pelos atiradores que fugiam do Exército na universidade.

"Contei pelo menos 15 corpos. Acho que foram levados para o hospital universitário Amino Kano", declarou uma testemunha que não quis identificar-se, acrescentando ter visto muitas outras pessoas feridas sendo socorridas.

Uma fonte do setor de segurança afirmou que houve pelo menos 15 mortos e uma outra fonte, do hospital, informou à agência Reuters por telefone ter visto entre 10 e 15 corpos com ferimentos de balas.

Nenhum grupo reivindicou de imediato a responsabilidade pelo ataque.

A seita radical islâmica Boko Haram, que pretende formar um Estado islâmico no norte da Nigéria, matou centenas de pessoas em atentados e tiroteios este ano. Seus principais alvos são autoridades do governo e policiais, mas o grupo também se volta contra igrejas.

O Exército nigeriano anunciou ter restabelecido a segurança na área, mas não informou quantas pessoas haviam sido mortas.

"O ataque ocorreu em um dos teatros de conferências usado pelos cristãos para cerimônias religiosas . Certamente houve vítimas, mas não sei dizer quantas", disse à Reuters um porta-voz do Exército.

"Os indivíduos vieram, usaram explosivos e armas para atacá-los. Nós os repelimos e isolamos a área", afirmou Iweha.

Dirigentes da Cruz Vermelha disseram estar tentando ter acesso ao local, mas não dispunham de detalhes sobre as vítimas.

 
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