Ataque a dutos paralisa empresas mexicanas

Atentados cortam suprimento de gás e afetam 2.500 companhias

Efe, AFP e Reuters, Cidade do México, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2012 | 00h00

As atividades de centenas de indústrias foram completamente paralisadas no sul do México, por causa de um atentado contra os gasodutos da estatal petrolífera Pemex desfechados na véspera. A previsão é que o suprimento de gás seja retomado em quatro ou cinco dias. Só a Volkswagem, uma das maiores montadoras de automóveis do país, anunciou que deixará de produzir 1.700 carros por dia na região e perderá US$ 90 milhões. Segundo o diretor da Pemex, Jesús Reyes, o prejuízo total pode chegar a centenas de milhões de dólares. A autoria do atentado foi reivindicada pela guerrilha esquerdista Exército Popular Revolucionário (EPR), que em julho assumiu a responsabilidade por ataques semelhantes contra dutos da Pemex. Segundo os rebeldes, o seu objetivo seria pedir a libertação de dois integrantes do grupo, que teriam sido capturados pelo governo. "Nossas unidades militares colocaram 12 cargas explosivas em dutos da Pemex em Veracruz e Tlaxcala", delarou a EPR num comunicado enviado aos jornais mexicanos. "Exigimos prova de vida e libertação de nossos companheiros Edmundo Reyes Amaya e Gabriel Alberto Cruz Sánchez, presos desde 25 de maio", afirmou, acrescentando que os ataques foram planejados para não causar vítimas. Por causa dos ataques, mais de 20 mil pessoas tiveram de ser deslocadas. No total, seis explosões (algumas bombas não foram detonadas) deram início a quatro grandes focos de incêndio, obrigando a Pemex a interromper o suprimento de gás. Segundo estimativas da empresa, 2.500 empresas foram afetadas em dez Estados mexicanos. Em julho, os ataques da EPR obrigaram o governo a utilizar o Exército na proteção de grande parte dos dutos da Pemex.

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