REUTERS/Kim Kyung-Hoon
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Ataque a estúdio japonês com 34 mortos teria sido motivado por vingança

Shinji Aoba foi visto por moradores perto da sede da Kioto Animation vários dias antes do crime; polícia informou que ele nunca trabalhou para o estúdio de animação e, por enquanto, não conseguiu confirmar se alguma vez publicou um romance

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2019 | 08h41

TÓQUIO - O suposto autor do incêndio em um estúdio de animação no Japão que matou pelo menos 34 pessoas na quinta-feira, 18, realizou o ataque motivado por seu ressentimento em relação a essa empresa por supostamente ter roubado uma ideia sua, de acordo com informações divulgadas neste sábado, 20, pelas autoridades locais.

O suspeito de ter provocado o incêndio foi identificado pela polícia como Shinji Aoba, de 41 anos, que permanece internado sob custódia policial após sofrer queimaduras ao jogar gasolina no edifício.

De acordo com novos detalhes da investigação divulgados neste sábado, um homem parecido com Aoba foi visto perto da sede da Kioto Animation por diferentes moradores da região durante vários dias antes do incidente, por isso que a polícia acredita que o suspeito planejou o ataque com antecedência.

Além disso, no momento de ser apreendido pelas autoridades, ele gritou que tinha incendiado o prédio pois o estúdio lhe roubou ou copiou a ideia de um suposto romance, segundo informou neste sábado a televisão estatal japonesa NHK.

Outras testemunhas também apontaram que Aoba disse algo semelhante no momento em que ateou fogo nos estúdios de desenhos animados da Kyoto Animation.

A polícia informou que ele nunca trabalhou para este estúdio de animação e, por enquanto, não conseguiu confirmar se o suspeito alguma vez publicou um romance.

O suspeito possui antecedente criminal por roubo, há sete anos, que lhe rendeu uma condenação à prisão, e depois de cumprir essa sentença ele sofreu uma doença mental e recebeu assistência de um programa estadual para ex-presos, acrescentaram as autoridades japonesas.

O suspeito foi inicialmente hospitalizado em Kyoto, mas foi transferido neste sábado para outro centro médico em Osaka para receber tratamento especial para queimaduras graves, segundo a polícia, que aguarda sua recuperação para interrogá-lo.

Segundo a versão de testemunhas, Aoba invadiu o estúdio na última quinta-feira, derramou um líquido inflamável e ateou fogo. A polícia acredita que ele obteve o combustível em um posto de gasolina próximo, onde um homem cuja descrição se encaixa com a do suspeito que comprou 40 litros de gasolina e transportou em duas vasilhas.

Maioria das vítimas morreu no acesso ao telhado

Os corpos de 19 das 33 pessoas que morreram na quinta-feira em um incêndio na cidade de Kyoto, no Japão, foram encontrados na escadaria para o telhado, cuja porta estava fechada, de acordo com relatórios oficiais divulgados hoje.

As autoridades acreditam que as pessoas que tentaram escapar para o telhado no meio da fumaça e chamas, mas não conseguiram pois não puderam abrir a porta.

O incêndio, um dos mais trágicos ocorridos no Japão nas últimas décadas, deixou 34 mortos e dezenas de feridos, entre eles 10 permanecem em estado grave. / EFE

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