ITN via AP
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Ataque a ex-espião russo custou R$ 37,32 milhões à polícia inglesa

Os trabalhos de limpeza na cidade continuam e podem durar meses, assim como a investigação para determinar o que ocorreu de fato

O Estado de S.Paulo

04 Junho 2018 | 16h38

LONDRES - O ataque ao ex-espião russo Serguei Skripal e a sua filha Yulia com um agente tóxico em março deste ano na cidade inglesa de Salisbury custou à polícia 7,5 milhões de libras (R$ 37,32 milhões), publicou nesta segunda-feira, 4, a Comissão Regional de Polícia e Crime (PCC).

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O responsável da PCC, Angus Macpherson, explicou hoje que a Polícia de Wilshire, condado onde fica Salisbury, desdobrou até 140 agentes no ápice da operação.  

Macpherson afirmou que a corporação fez um "grande esforço", ao mesmo tempo em que adiantou que o custo derivado da operação pode continuar aumentando.

Os comércios da cidade afetados pelo fato, alguns dos quais tiveram uma queda de até 80% no faturamento, receberam 250 mil libras em compensação.

O chefe da Comissão disse que o caso se trata de "uma operação nacional que deve ser paga como tal" e lembrou que o secretário de Estado de Polícia e Bombeiros do Reino Unido, Nick Hurd, prometeu que o governo britânico cobriria todos os custos.

No último dia 4 de março, os Skripal foram envenenados em Salisbury com um agente tóxico identificado como Novichok, em um ataque que o governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, acusou a Rússia de estar por trás.

Tanto o ex-espião como sua filha e o policial Nick Bailey, que também foi contaminado com a substância, já receberam alta e suas vidas não correm perigo, embora o incidente tenha esfriado as relações entre Rússia e Reino Unido, com trocas de acusações e expulsões de diplomatas de ambos os países.

Os trabalhos de limpeza na cidade continuam e podem durar meses, assim como a investigação para determinar o que ocorreu de fato.

Assim, centenas de oficiais de toda a rede da polícia antiterrorista britânica e agentes do condado de Wiltshire trabalham investigando mais de 5 mil horas de vídeos de câmeras de vigilância e mais de mil objetos que podem ter sido expostos ao veneno.

O chefe da polícia de Wiltshire, Kier Pritchard, agradeceu hoje aos moradores de Salisbury pela resiliência que mostraram diante de um "incidente sem precedentes" ao longo de toda a investigação e descontaminação da cidade. / EFE

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